28 de mar. de 2013

Novidades da tecnologia..

Chuva de verão.. Quase nunca está na previsão e as vezes nos "pega" de surpresa, nem sempre estamos com capas de chuva ou guarda-chuvas, para estes momentos olha só o que os designers Je Sung Park e Woo Jung Kwon desenvolveram.





  
Contendo apenas um cabo e nada mais, o Air Umbrella, como é chamado, é um projeto que inova os utensílios tão exigidos em dias de chuva. Ele toma o ar da parte inferior do controlador e atira para o topo. Assim, a "cortina" de ar criada é capaz de repelir as gotas de chuva sobre uma ou duas pessoas, e ainda varia a altura de proteção.  


Retraído, o Air Umbrella pode ser guardado facilmente


Parrot Flower Power


Pra quem não sabe dosar a água e o tempo de exposição da planta ao Sol, a International CES desenvolveu a Parrot Flower Power. A invenção, que deve ser lançada esse ano, é um sensor para plantas que irá mensurar algumas informações: quantidade de água no solo e luz que a planta recebe; temperatura e o quanto de fertilizante ela possui. Esses dados são enviados ao seu celular ou tablet, indicando o que você precisa fazer para sua planta ficar saudável e forte.


A invenção te auxilia a cuidar das plantas
Água (doce) de qualquer lugar? SIM!

LifeStraw é um filtro de água com objetivo de filtrar a água de modo que eles poderão, com segurança, beber-la. Ele filtra um máximo de 1.000 litros de água, o suficiente para uma pessoa por um ano. Ele remove 99,9999% de origem hídrica bactérias e 99,9% dos parasitas . O LifeStraw family, é uma maior unidade projetada para uso familiar, também filtra 99,99% dos vírus .
A LifeStraw inclui LifeStraw e LifeStraw family, que são complementares de ponto-de-uso de filtros de água projetadas pelo suíço Vestergaard Frandsen para as pessoas que vivem em países em desenvolvimento e para distribuição em crises humanitárias . O LifeStraw family filtra (no máximo) 18.000 litros de água, proporcionando segura de água potável para uma família de cinco por até três anos. LifeStraw e o LifeStraw family foram distribuídos no terremoto do Haiti (2010) , nas inundações no Paquistão (2010) , e inundações na Tailândia (2011). No Distrito Mutomo no Quênia , que tem sofrido com a seca a longo prazo, a Cruz Vermelha queniana forneceu filtros para 3.750 crianças em idade escolar e mais de 6.750 famílias.
LifeStraw em funcionamento

Funcionamento do LifeStraw (em inglês)
FONTES (acessadas dia 28/03/2013):

FBI quer espionar atividades na web em tempo real

FBI quer espionar atividades na web em tempo real
O Tio Sam observa você. (Fonte da imagem: Eric Bidwell )


Imagine as suas mensagens de email, do bate-papo do Facebook ou do Google Talk, das conversas do Skype e de basicamente toda a sua vida online sendo espionadas em tempo real. Não se trata de um programa-espião que os pais instalam nas máquinas dos filhos e nem mesmo de trabalho de hackers mal-intencionados, mas sim de um projeto do FBI.
Dessa vez, o departamento federal de investigação do país norte-americano pretende ter privilégios para espionar, em tempo real, absolutamente todas as comunicações online dos cidadãos dos EUA.
Segundo relata o site Slate, especializado em política e tecnologia, as agências governamentais dos Estados Unidos já podem forçar os provedores de internet a instalar dispositivos de vigilância em suas redes graças a uma lei de 1994. Entretanto, esta legislação não inclui as novas tecnologias, como email e serviços da web em geral, inclusive armazenamento nas nuvens.
Assim sendo, de acordo com o conselheiro-geral do FBI Andrew Weissmann, o FBI trata do tema como questão de segurança nacional, classificando-o como “prioridade máxima” para ser solucionado ainda em 2013.

O Tio Sam observa você?

Ainda de acordo com o Slate, o governo dos Estados Unidos já possui determinadas medidas legais para interceptar uma mensagem de email, por exemplo. Por meio do capítulo III da Lei do Grampo Telefônico, as autoridades podem solicitar aos provedores de chat online ou de email que prestem a assistência técnica necessária para realizar tal interceptação.

Como visto em: http://www.tecmundo.com.br/internet/38028-fbi-quer-espionar-atividades-na-web-em-tempo-real.htm ( acessado dia 28 de março de 2013, aproximadamente ás 10:28)

23 de mar. de 2013

A Hora do Planeta em Caçador

Aconteceu neste dia 23 de março a realização do ato global Hora do Planeta. É a nona edição da Hora do Planeta, um movimento que começou tímido na Austrália e hoje envolve milhares de cidades em mais de 152 países. É o 4º ano da Hora do Planeta em Caçador, a iniciativa começou em 2010, com a 1ª Turma de Protetores ambientais da PM Ambiental. Este ano, foram apagadas a Câmara Municipal de Vereadores e a capela d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Como o evento é mundial ocorrereu simultaneamente com a festa de aniversário da cidade. Neste ano aderiram 72 cidades e 22 capitais. Abaixo fotos da capela de Caçador antes e durante a Hora do Planeta.
a letra com fundo preto é uma alusão ao ato mundial.

14 de mar. de 2013

Hora do Planeta 2013

Na imagem acima, está parte do termo assinado na manhã de hoje.

Câmara Municipal de Caçador juntamente com a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Ultimos dias aderiram a Hora do Planeta



Faltam apenas sete dias. No próximo sábado, 23 de março, às 20h30 (hora local), milhares, talvez bilhões de pessoas apagarão as luzes de suas casas, comércios, repartições, monumentos e outros logradouros importantes num ato simbólico de alerta contra as mudanças no clima.


É a nona edição da Hora do Planeta, um movimento que começou tímido na Austrália e hoje envolve milhares de cidades em mais de 152 países. Aqui o País a Hora do Planeta é promovida pelo WWF-Brasil e o objetivo é superar os números do ano passado, atraindo para a Hora do Planeta todas as capitais estaduais e o Distrito Federal, e ultrapassando a marca de 131 cidades participantes em 2012. 



Repercussão:

Hora do Planeta 2013

Na imagem acima, está parte do termo assinado na manhã de hoje.

Prefeitura de Caçador juntamente com a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Ultimos dias aderiram a Hora do Planeta

Hoje, 14 de março de 2.013, foi assinado o termo de adesão oficial da Caçador na Hora do Planeta, é o 4º ano da Hora do Planeta em Caçador, a iniciativa começou em 2010, com a 1ª Turma de Protetores ambientais da PM Ambiental. "Neste ano espero que a população Caçadorense entenda o propósito da Hora do Planeta, que é demonstrar a nossa preocupação com o aquecimento global, apagando as suas luzes durante sessenta minutos." afirmou Cláudio Antônio Klaus Junior (Vereador Mirim, que está organizando o evento).
   Este ano, serão apagadas a Câmara Municipal de Vereadores e a capela d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Como o evento é mundial ocorrerá simultaneamente com a festa de aniversário da cidade.
   No próximo dia 23, será realizado o evento, em todo o mundo, das 20:30 ás 21:30. No último ano mais de 1 bilhão de pessoas participaram da Hora do Planeta, e foram apagados monumentos como a Torre Eiffel, o Big Ben, as Piramides do Egito e até o Cristo Redentor no Rio de Janeiro. No ultimo ano todas as capitais do Brasil aderiram ao evento mundial. 
O QUE É? A Hora do Planeta é um ato simbólico, promovido no mundo todo pela Rede WWF, no qual governos, empresas e a população demonstram a sua preocupação com o aquecimento global, apagando as suas luzes durante sessenta minutos.
QUANDO? Sábado, dia 23 de março, das 20h30 às 21h30. Apague as luzes e participe da Hora do Planeta 2013. ONDE? No mundo todo e na sua cidade, empresa, casa... Em 2012, mais de um bilhão de pessoas em todo mundo apagaram as luzes durante a Hora do Planeta.

10 de mar. de 2013

Política Revoltante!


  • Blairo Maggi, ganhador do prêmio ‘Motoserra de Ouro’ assume presidência da Comissão de Meio Ambiente no Senado. LEIA: http://bit.ly/16bI9sQ




26 de fev. de 2013

Curiosidades sobre personalidades da informática

Novo livro de Dan Brown, INFERNO, marca a volta do personagem Robert Langdom não visto desde "O Simbolo Perdido".

DICA TBBT DOWNLOAD: http://www.omelhordatelona.biz/series/the-big-bang-theory/1661-download-the-big-bang-theory-4o-temporada-rmvb-legendado-baixar.html
Bill Gates - Criador da Microsoft

  • U$28bi em caridade;
  • Não deixou toda a herança aos filhos, afirmando: "muito dinheiro pode não ser bom para eles";
  • Foi escoteiro;
  • Há um site na rede dedicado somente para provar que Bill gates é melhor que o Batman.

Steve Jobs - Idealizador da Apple
  • É listado muitas vezes por ser um dos únicos megamilionários a não dar um centavo a caridade;
  • Já foi proprietário da atual DisneyPixar.
Linus Torvalds - Criador do Linux

  • Ateu;
  • Escreveu um livro chamado "Just for fun", afirmando que a criação do linux foi.. só por diversão.

19 de fev. de 2013

Caros amigos do Brasil,




Nossa petição com quase 1,6 milhão de assinaturas já fez bastante barulho. Mas para vencermos precisamos aumentar a pressão diretamente sobre os senadores e forçá-los a se opor a Presidência de Renan. Um movimento como o nosso já fez os senadores forçarem a saída de Renan em 2007. Vamos pedir que eles façam isso de novo emostrar que não sossegaremos até que Renan saia! Clique para enviar uma mensagem direta para o Senado agora:

Assine a Petição
Dentro de 48 horas, vamos entregar nossa poderosa petição com quase 1,6 milhão de assinaturas ( da campanha “Fora Renan” para o Senado. Mas para vencermos, precisamos, neste momento, aumentar a pressão - veja como:

Na última vez que Renan foi acusado de crimes e outras sujeiras, em 2007, os senadores criaram um bloco de oposição e se recusaram a trabalhar com ele até que ele renunciou. Nós podemos pedir que eles façam isso de novo. A pressão pública em cima de Renan é tão grande que apenas 35 senadores admitiram ter votado nele. A maioria é contra ele ou tem vergonha de dizer que votou nele. Se todos nós, agora, enviarmos e-mails diretamente para os senadores dizendo que não reconhecemos o voto secreto deles e exigirmos que tomem uma atitude para acabar com o reinado de Renan, antes que ele realmente comece, poderemos construir o quórum necessário para forçá-lo a sair. 

Temos dois dias para transformar esta enorme petição em uma ação forte e fazer os senadores perceberem que a resposta deles agora poderá ser decisiva para suas reeleições. Vamos lembrar os senadores de que ele são responsáveis perante nós, o público. Não podem aceitar favores e acordos secretos! Eles devem voltar pra casa com a mensagem de que não iremos embora até que Renan esteja fora. Clique aqui para enviar uma mensagem urgente agora e compartilhe com todos:

http://www.avaaz.org/po/fora_renan_senators_and_stf/?btFSbbb&v=22100

Não podia ser mais claro - as acusações contra Renan não são compatíveis com a Presidência do Senado. É ultrajante ter um homem presidindo o legislativo do Brasil com um processo de escândalos de corrupção no Supremo Tribunal.

E há mais: a eleição de Renan foi provavelmente inconstitucional. Nossa Constituição não prevê uma votação secreta para a presidência do Senado. E nunca houve uma clara posição pública sobre esta nomeação. 1,6 milhão de nós se uniram para dizer "NÃO!". Isso é o equivalente a uma iniciativa popular e duas vezes a quantidade de votos que Renan recebeu para ser eleito Senador.

http://www.avaaz.org/po/petition/Impeachment_do_Presidente_do_Senado_Renan_Calheiros/

Na quarta-feira, nós vamos criar um ato sem precedentes na frente do Senado e causar um rebuliço na mídia. Os sendores, Pedro Taques (PDT), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), Eduardo Suplicy (PT) e Randolfe (PSOL) já concordaram em nos receber, mas todos serão convidados - agora vamos inundar os Senadores com mensagens e deixar claro que eles não podem mais se esconder atrás do voto secreto e por isso vamos ver se eles aparecem ou não para ouvir o apelo do povo para uma ação. Esta é a nossa melhor chance de tirar Renan da sua posição - envie uma mensagem agora e espalhe para todos:

http://www.avaaz.org/po/fora_renan_senators_and_stf/?btFSbbb&v=22100

Em menos de duas semanas, duas petições criadas no site Petições da Comunidade da Avaaz se tornaram o estopim de um novo impulso para limpar a corrupção de vez do Brasil. Vamos mostrar ao Senado o que o poder do povo é, e que continuaremos retornando várias vezes até vencer, da mesma maneira que fizemos com a Ficha Limpa.

PS: Emiliano Magalhães, que começou a petição com quase 1,6 milhão de assinaturas no site Petições da Comunidade da Avaaz, convida a todos para visitarem sua página no Facebook aqui. E se você se preocupa com algum assunto, comece você mesmo a sua própria petição aqui

PPS: Se você estiver em Brasília e quiser vir para o grande entrega na quarta-feira por favor coloque suas informações de contato aqui e vamos enviar-lhe informações. 

Mais informações:

Renan diz que já foi líder estudantil e considera legítimo pedido de impeachment (O Globo)
http://oglobo.globo.com/pais/renan-diz-que-ja-foi-lider-estudantil-considera-legitimo-pedido-de-impeachment-7592838 

Impeachment do Presidente do Senado: Renan Calheiros (Petição de Emiliano Magalhães)
http://www.avaaz.org/po/petition/Impeachment_do_Presidente_do_Senado_Renan_Calheiros

Fenômeno anti-Renan na internet (Estadão)
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,fenomeno-anti-renan-na-internet,995188,0.htm 

Autor de petição contra Renan quer levar assinaturas a Brasília (Folha)
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/93412-autor-de-peticao-contra-renan-quer-levar-assinaturas-a-brasilia.shtml 

Protesto online contra Renan tem mais de 100 mil apoiadores (UOL)
http://economia.uol.com.br/noticias/valor-online/2013/01/30/protesto-online-contra-renan-tem-mais-de-100-mil-apoiadores.htm 

*Como visto acima, este texto faz parte de uma campanha Avaaz, o MeuKlausBlog está apenas divulgando a ação. O texto é de propriedade Avaaz.

23 de dez. de 2012

Que possamos ter muita esperança, paz e alegria neste ano que se inicia. Estes são os votos da ONG Gato-do-Mato aos seus amigos, colaboradores e voluntários! http://www.facebook.com/onggatodomato - Curta esta ideia!
 ( Criado pelo voluntário: Junior Klaus )

18 de dez. de 2012

Retrospectiva Natalina de 2012


Depois do Facebook fazer a sua retrospectiva, na timeline de cada um que acessa o aplicativo da rede social, o YouTube entrou no clima e fez um super video clipe com as duas músicas mais ouvidas e vistas no mundo. Gangnam Style a Call Me Maybe. Hoje (18/12) até o google entrou no clima e sua doodle tem um efeito de natal: 

6 de set. de 2012

5 de set. de 2012



   Hoje, dia 05 de setembro, o cantor, compositor, bailarino e desenhista Freddie Mercury faria 66 anos.
Marcando o aniversário do rei da ópera rock, a MercuryPhoenixTrust, organização criada em 1992 para arrecadar fundos para o combate à AIDS, criou o Freddie For a Day.
    O site Freddie for a Day promove hoje um flashmob e convoca os fãs a usarem um bigode, marca registrada do cantor, para conscientizar sobre a AIDS e conseguir doações para a organização.
A cantora Ivete Sangalo aderiu ao movimento.
ivete_bigode

   Freddie Mercury, morreu em 24 de novembro de 1991, depois de uma luta de dois anos contra a AIDS. Mas se estivesse vivo, Freddie completaria 66 anos no dia 5 de setembro.

   Quer participar? Escolha uma roupa mercuryana ou um bigode postiço e entre na brincadeira.

   Se quiser, você pode abrir uma conta no JustGiving, um serviço online de doação, e pedir para seus amigos te patrocinarem.

   No final, dá para mandar uma foto para o FreddieForaDay: eles guardam todas as imagens dos fãs que participam em galerias.  Até os Angry Birds,  já aderiram à campanha:

3 de set. de 2012

Você sabe o IDEB da sua escola?



O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) foi criado em 2007 para medir a qualidade de cada escola e de cada rede de ensino. O indicador é calculado com base no desempenho do estudante em avaliações do Inep e em taxas de aprovação. Assim, para que o Ideb de uma escola ou rede cresça é preciso que o aluno aprenda, não repita o ano e frequente a sala de aula.

Para que pais e responsáveis acompanhem o desempenho da escola de seus filhos, basta verificar o Ideb da instituição, que é apresentado numa escala de zero a dez. Da mesma forma, gestores acompanham o trabalho das secretarias municipais e estaduais pela melhoria da educação.

O índice é medido a cada dois anos e o objetivo é que o país, a partir do alcance das metas municipais e estaduais, tenha nota 6 em 2022 – correspondente à qualidade do ensino em países desenvolvidos.

1 de set. de 2012

A ditadura civil-militar



Artigo de jornal (extraído da Olimpíada de História do Brasil - UNICAMP, link ao fim da página)

Tornou-se um lugar comum chamar o regime político existente entre 1964 e 1979 de “ditadura militar”. Trata-se de um exercício de memória, que se mantém graças a diferentes interesses, a hábitos adquiridos e à preguiça intelectual. O problema é que esta memória não contribui para a compreensão da história recente do país e da ditadura em particular.

É inútil esconder a participação de amplos segmentos da população no golpe que instaurou a ditadura, em 1964. É como tapar o sol com a peneira.

As marchas da Família com Deus e pela Liberdade mobilizaram dezenas de milhões de pessoas, de todas as classes sociais, contra o governo João Goulart. A primeira marcha realizou-se em São Paulo, em 19 de março de 1964, reunindo meio milhão de pessoas. Foi convocada em reação ao Comício pelas Reformas que teve lugar uma semana antes, no Rio de Janeiro, com 350 mil pessoas. Depois houve a Marcha da Vitória, para comemorar o triunfo do golpe, no Rio de Janeiro, em 2 de abril. Estiveram ali, no mínimo, a mesma quantidade de pessoas que em São Paulo. Sucederam-se marchas nas capitais dos estados e em cidades menores. Até setembro de 1964, marchou-se sem descanso. Mesmo descontada a tendência humana a aderir à Ordem, trata-se de um impressionante movimento de massas.

Nas marchas desaguaram sentimentos disseminados, entre os quais, e principalmente, o medo, um grande medo.

De que as gentes que marcharam tinham medo?

Tinham medo das anunciadas reformas, que prometiam acabar com o latifúndio e os capitais estrangeiros, conceder o voto aos analfabetos e aos soldados, proteger os assalariados e os inquilinos, mudar os padrões de ensino e aprendizado, expropriar o sistema bancário, estimular a cultura nacional. Se aplicadas, as reformas revolucionariam o país. Por isto entusiasmavam tanto. Mas também metiam medo. Iriam abalar tradições, questionar hierarquias de saber e de poder. E se o país mergulhasse no caos, na negação da religião? Viria o comunismo? O Brasil viraria uma grande Cuba? O espectro do comunismo. Para muitos, a palavra era associada à miséria, à destruição da família e dos valores éticos.

É preciso recuperar a atmosfera da época, os tempos da Guerra Fria. De um lado, os EUA e o chamado mundo livre, ocidental e cristão. De outro, a União Soviética e o mundo socialista. Não havia espaço para meios-termos. A luta do Bem contra o Mal. Para muitos, Jango era o Mal; a ditadura, se fosse o caso, um Bem.

No Brasil, estiveram com as Marchas a maioria dos partidos, lideranças empresariais, políticas e religiosas, e entidades da sociedade civil, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Conferência Nacional dos Bispos Brasileiros (CNBB), as direitas. A favor das reformas, uma parte ponderável de sindicatos de trabalhadores urbanos e rurais, alguns partidos, as esquerdas. Difícil dizer quem tinha a maioria. Mas é impossível não ver as multidões — civis — que apoiaram a instauração da ditadura.

A frente que apoiou o golpe era heterogênea. Muitos que dela tomaram parte queriam apenas uma intervenção rápida, brutal, mas rápida. Lideranças civis como Carlos Lacerda, Magalhães Pinto, Adhemar de Barros, Ulysses Guimarães, Juscelino Kubitschek, entre tantos outros, aceitavam que os militares fizessem o trabalho sujo de prender e cassar. Logo depois se retomaria o jogo politico, excluídas as forças de esquerda radicais.

Não foi isso que aconteceu. Para surpresa de muitos, os milicos vieram para ficar. E ficaram longo tempo. Assumiram um protagonismo inesperado. Houve cinco generais-presidentes. Ditadores. Eleitos indiretamente por congressos ameaçados, mas participativos. Os três poderes republicanos eram o Exército, a Marinha e a Aeronáutica. Os militares mandavam e desmandavam. Ocupavam postos no aparelho de segurança, nas empresas estatais e privadas. Choviam as verbas. Os soldos em alta e toda a sorte de mordomias e créditos. Nunca fora tão fácil “sacrificar-se pela Pátria”.

E os civis? O que fizeram? Apenas se encolheram? Reprimidos?

A resposta é positiva para os que se opuseram. Também aqui houve diferenças. Mas todos os oposicionistas — moderados ou radicais — sofreram o peso da repressão.

Entretanto, expressivos segmentos apoiaram a ditadura. Houve, é claro, ziguezagues, metamorfoses, ambivalências. Gente que apoiou do início ao fim. Outros aplaudiram a vitória e depois migraram para as oposições. Houve os que vaiaram ou aplaudiram, segundo as circunstâncias. A favor e contra. Sem falar nos que não eram contra nem a favor — muito pelo contrário.

Na história da ditadura, como sempre, a coisa não foi linear, sucedendo-se conjunturas mais e menos favoráveis. Houve um momento de apoio forte — entre 1969 e 1974. Paradoxalmente, os chamados anos de chumbo. Porque foram também, e ao mesmo tempo, anos de ouro para não poucos. O Brasil festejou então a conquista do tricampeonato mundial, em 1970, e os 150 anos de Independência. Quem se importava que as comemorações fossem regidas pela ditadura? É elucidativa a trajetória da Aliança Renovadora Nacional — a Arena, partido criado em 1965 para apoiar o regime. As lideranças civis aí presentes atestam a articulação dos civis no apoio à ditadura. Era “o maior partido do Ocidente”, um grande partido. Enquanto existiu, ganhou quase todas as eleições.

Também seria interessante pesquisar as grandes empresas estatais e privadas, os ministérios, as comissões e os conselhos de assessoramento, os cursos de pós-graduação, as universidades, as academias científicas e literárias, os meios de comunicação, a diplomacia, os tribunais. Estiveram ali, colaborando, eminentes personalidades, homens de Bem, alguns seriam mesmo tentados a dizer que estavam acima do Bem e do Mal.

Sem falar no mais triste: enquanto a tortura comia solta nas cadeias, como produto de uma política de Estado, o general Médici era ovacionado nos estádios.

Na segunda metade dos anos 1970, cresceu o movimento pela restauração do regime democrático. Em 1979, os Atos Institucionais foram, afinal, revogados. Deu-se início a um processo de transição democrática, que durou até 1988, quando uma nova Constituição foi aprovada por representantes eleitos. Entre 1979 e 1988, ainda não havia uma democracia constituída, mas já não existia uma ditadura.

Entretanto, a obsessão em caracterizar a ditadura como apenas militar levou, e leva até hoje, a marcar o ano de 1985 como o do fim da ditadura, porque ali se encerrou o mandato do último general-presidente. A ironia é que ele foi sucedido por um politico — José Sarney — que desde o início apoiou o regime, tornando-se ao longo do temp
o um de seus principais dirigentes… civis.

Estender a ditadura até 1985 não seria uma incongruência? O adjetivo “militar” o requer.

Ora, desde 1979 o estado de exceção, que existe enquanto os governantes podem editar ou revogar as leis pelo exercício arbitrário de sua vontade, estava encerrado. E não foi preciso esperar 1985 para que não mais existissem presos políticos. Por outro lado, o Poder Judiciário recuperara a autonomia. Desde o início dos anos 1980, passou a haver pluralismo politico-partidário e sindical. Liberdade de expressão e de imprensa. Grandes movimentos puderam ocorrer livremente, como a Campanha das Diretas Já, mobilizando milhões de pessoas entre 1983-1984. Como sustentar que tudo isto acontecia no contexto de uma ditadura? Um equívoco?
Não, não se trata de esclarecer um equívoco. Mas de desvendar uma interessada memória e suas bases de sustentação.
São interessados na memória atual as lideranças e entidades civis que apoiaram a ditadura. Se ela foi “apenas” militar, todas elas passam para o campo das oposições. Desde sempre. Desaparecem os civis que se beneficiaram do regime ditatorial. Os que financiaram a máquina repressiva. Os que celebraram os atos de exceção. O mesmo se pode dizer dos segmentos sociais que, em algum momento, apoiaram a ditadura. E dos que defendem a ideia não demonstrada, mas assumida como verdade, de que a maioria das pessoas sempre fora — e foi — contra a ditadura.
Por essas razões é injusto dizer — outro lugar comum — que o povo não tem memória. Ao contrário, a história atual está saturada de memória. Seletiva e conveniente, como toda memória. No exercício desta absolve-se a sociedade de qualquer tipo de participação nesse triste — e sinistro — processo. Apagam-se as pontes existentes entre a ditadura e os passados próximo e distante, assim como os desdobramentos dela na atual democracia, emblematicamente traduzidos na decisão do Supremo Tribunal Federal em 2010, impedindo a revisão da Lei da Anistia. Varridos para debaixo do tapete os fundamentos sociais e históricos da construção da ditadura.
Enquanto tudo isso prevalecer, a História será uma simples refém da memória, e serão escassas as possibilidades de compreensão das complexas relações entre sociedade e ditadura.


O autor do texto chama a atenção para o fato de a ditadura militar ter sido uma ditadura civil-militar, no sentido de que era apoiada por grandes parcelas da população. A repressão agiu sobre os opositores, e neste processo houve ambivalências, mas ressalta-se o fato de que, movido por receio do comunismo ou outras razões, a permanência dos militares no poder, sobretudo com as vitórias da Arena nas eleições, apontam para a necessidade de se estudar e compreender melhor este período, inclusive à luz de acontecimentos recentes como supostas “comemorações” em clubes militares do Golpe Militar de 1964, chamado por vezes de “Revolução” (sic). A seletividade da memória, que oculta, por exemplo, os benefícios que setores sociais tiveram com os anos de ditadura, se expressa também no caso da Revisão da Lei da Anistia de 2010, cujo insucesso o autor lamenta.

Sobre este documento:
Título
A ditadura civil-militar (texto completo)
Tipo de documento
artigo de jornal
Palavras-chave
história política
ditadura
Brasil contemporâneo
Origem
Daniel Aarão Reis. A ditadura civil-militar (O Globo, 31/3/2012)

30 de ago. de 2012

Infraestrutura escolar já tem muitas previsões para o futuro

Há alguns posts atrás postei sobre a educação e a tecnologia e as "salas de aulas do futuro", tendências e etc. Venho hoje para explorar mais sobre este assunto.
"OLHOS ELETRÔNICOS"

  As salas do futuro têm um "quê" de assustador: os alunos serão ainda mais vigiados do que nos dias de hoje. Microcâmeras forneceram imagens de tudo o que se passa no ambiente e, na teoria, o administrador do sistema poderá ver o que cada um faz em seus tablet PCs.

AQUI, TUDO SE COPIA

  Quando é necessário apagar a lousa, nenhuma das anotações é perdida. A tela é salva como arquivo digital e pode ser reacessada a qualquer momento. Se você perdeu alguma explicação importante, a fala do professor e as discussões em sala são gravadas por um microfone e podem ser convertidas em arquivos de áudio, como os de formato MP3
CANETA INTELIGENTE
  O software da lousa possibilita que o professor anote na tela usando canetas especiais, parecidas com pincéis atômicos comuns. A diferença é que elas "escrevem" em linguagem digital e podem ser apagadas com um comando na tela. E, com o mecanismo que reconhece palavras, a letra de mão pode ser convertida em fonte de computador. Ou em mecânismos como a WizPen usada na escola de idiomas Wizard.

CENTRO NERVOSO

  Todas as informações da aula ficam guardadas em um servidor central, igual aos computadores com grande capacidade de armazenamento encontrados hoje em empresas. Ele permite o acesso à internet para todos os micros conectados a ele e possui espaço para salvar milhares de novos arquivos

ESCRITA INFORMA(L)TIZADA

  Em vez dos cadernos com folhas de papel, o aluno usa o chamado tablet PC, um micro em forma de prancheta conectado ao servidor central da escola. O estudante pode entrar na internet ou salvar anotações em sua pasta específica no servidor

AULA PARTICULAR

  Na hora de estudar em casa, o aluno pode acessar pela web todo o material da aula armazenado no servidor: o áudio do professor, as telas escritas na lousa inteligente e suas anotações no tablet PC. Colégios e faculdades também podem colocar no servidor arquivos extras e tarefas complementares.
 
CIBERARQUITETURA
 
  O espaço físico tradicional se aprofunda no espaço digital, experimentado pelos alunos tanto em classe como em casa, lan houses e outros lugares. A sala de aula também é biblioteca, laboratório de ciências, sala de artes e laboratório de informática. O conteúdo das aulas segue a recomendação do Ministério da Educação, mas a forma como são ministradas é totalmente inovadora.
  Cada fenômeno a ser estudado é contextualizado, problematizado, investigado e modelado, de maneira que seja apreendido em seu sentido mais amplo. Os alunos são ativos, participam das aulas com pesquisas e precisam filtrar as informações que encontram na internet. Tornando os alunos mais capazes de gerir suas vidas e preparando-os para o mercado de trabalho (pois os computadores são divididos por 3 alunos, como em ilustração abaixo) e para a vida, não somente para o vestibular. Em um projeto sobre energia, por exemplo, o professor inicia a aula mostrando, no quadro digital, um vídeo do YouTube de jogadas do Pelé. Em seguida, diz que os músculos do jogador são movidos por energia e pergunta de onde ela vem. E os alunos respondem que vem das mitocôndrias, através da síntese de ATP e assim em diante.

Ao longo desse processo, o aluno descobre que, para ter energia muscular, Pelé teve que se alimentar. Estuda, então, a transformação de energia no corpo humano e a pirâmide alimentar. O professor explica a fotossíntese das plantas e fala que o Sol (energia nuclear pura) é o grande responsável pela transformação de oxigênio em alimento para a planta. As aulas não são expositivas, mas interativas e com intensa pesquisa online. Os materiais usados ficam guardados dentro de armários – cada projeto tem o seu conjunto de equipamentos.

No Instituto Unibanco, Carvalho Neto (professor) capacita um grupo de jovens professores que se mostra feliz com o novo método. Depois das aulas, muitos permanecem em sala, discutindo, questionando e aprimorando sua própria didática. Técnicas inovadoras também estão nas salas da Escola SESC de Ensino Médio.

 
Simulação feita pelo site da Revista Época



Referências:
http://www.classroominthefuture.com/ - Acessado 30/08/2012
http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-sera-a-sala-de-aula-do-futuro - Acessado 30/08/2012
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI12447-15254,00-A+SALA+DE+AULA+DO+FUTURO.html - Acessado 30/08/2012
http://acriacao.com/2009/03/24/a-concepcao-da-sala-de-aula-do-futuro/ - Acessado 30/08/2012
Aqui reportagem na Folha.